quinta-feira, 11 de abril de 2019

Fim de semana em Cascais

Desenhos de viagem e um duelo de desenho com o meu sobrinho João ("Tia posso desenhar os sinais?").



quarta-feira, 10 de abril de 2019

Concertos

Não tenho podido dedicar-me ao desenho de rua, por isso as oportunidades de interior são sempre aproveitadas :D
Estes são os dois últimos concertos a que assisti no pequeno auditório Há Noite no Estúdio, no Teatro Aveirense, Birds are Indie e Chefe Silva.




terça-feira, 9 de abril de 2019

Lousada num Caderno

No Dia Internacional do Fascínio das Plantas, estarei a dar uma oficina em Lousada, onde o tema central serão as plantas :)
Link para o evento AQUI



terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

PechaKucha Nights Aveiro #2

Aveiro foi palco de mais uma sessão da PechaKucha Nights  onde pudemos conhecer as mentes criativas de Aveiro. São apresentações rápidas, de cerca de 6 minutos, em que ao longo de 20 slides de 20 segundos cada, podes apresentar a tua ideia ou projeto criativo. 

Desta vez o palco anfitrião foi os Trilhos da Terra e apresentaram-se:
B Ricardo Silva com a Lomografia, a Suzana Caldeira com o projeto Explore Aveiro Walking Tour, o Gil Moreira com os Story boards de filmes, o Bernardo Conde com o projeto Humans of Aveiro, a Lena Clasing com o projeto de Gastronomia Tradicional Portuguesa vegetariana, a Maria José Santana com o seu blog Mulher do Leme, a Carolina Alves e a Luísa Vidal com o projeto Palazzo VII, a Ana Castro e a Rita Capucho com o festival Porto Femme, a Valéria Meneses com o Speak Aveiro, o Paulo Maria Rodrigues com Um Rinoceronte em Tuttinópolis e a Dalila Zooter com o seu projeto de arte urbana.













segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Dois fantásticos concertos

Tenho andado mesmo sem tempo para as publicações mas aqui seguem os registos dos dois últimos concertos:
no início de Fevereiro o simpático Scott Matthews no Teatro da Vista Alegre, e este último sábado a fantástica atuação de The Tallest Man on Earth no Teatro Aveirense.

A primeira parte com Cristóvam




quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Residência Artística em Torres Vedras - dia V



Não se via ninguém na rua com quem meter conversa, tenho algum receio de bater a portas fechadas pois não sei se serão tão recetivas. Fiquei a desenhar esta casa ao fundo da rua. Estava quase a acabar o desenho quando vejo uma senhora a sair para regar as plantas. Dirigi-me a ela e iniciou-se um diálogo. Convidou-me a entrar e fiquei umas três horas a falar com a Sra. Ilda, vivia sozinha e soube-lhe muito bem ter alguém com quem conversar  e  a quem contar todos os seus prolemas.



Durante parte da manhã não encontrei ninguém com quem falar e desenhar, por isso algumas vezes também desenhei algumas zonas a serem intervencionadas, a Cruz das almas foi uma delas.



Lá em cima, o miradouro da Meia Laranja.



Este desenho já foi feito no dia do encontro de desenho. Tinham-me falado da Sra Maria José que era a pessoa mais antiga ali do sítio, e finalmente pude encontra-la. Foi na loja do Sr. Cuxixo ainda houve tempo para desenhar a sua amiga Maria da Soledade e o pequeno Filipe.

Residência Artística em Torres Vedras - dia IV



Fomos até ao Bairro da Floresta fazer uma prospeção. Não se via ninguém na rua e entretive-me a desenhar as mais variadas caixas de correio que se encontravam.


Finalmente encontramos alguém, não nos deu muita conversa mas aceitou ser desenhada. Nesta zona do bairro não se sente tanto o espirito comunitário e o ambiente de vizinhança.



O Sr. Augusto foi uma das pessoas que fez questão de estar presente na apresentação da residência artística. Ele é o retrato das pessoas que ali vivem, idoso, com dificuldade de mobilidade, dependente de alguém que o leve a algum lado pois os autocarros deixaram de ali passar.



Residência Artística em Torres Vedras - dia III





Tinha de desenhar esta vista, por mais que goste de desenhar pessoas adoro esta confusão de cabos elétricos :)



Disseram-nos que devíamos falar com a Dona Francelina pois é das pessoas mais antigas do bairro Reis. A Dona Francelina vive mesmo por cima do Antigo matadouro. Convidou-me a entrar na sua casa e ficámos a conversar sobre a sua vida. Mostrou-me um retrato de muito jovem "vê como eu era bonita?"

Residência Artística em Torres Vedras - dia II



A Dona Aurora era muito comunicativa e sempre que nos encontrava contava-nos coisas. Fomos finalmente desenha-la a sua casa, estava prometido.



A Dona Domingas ficou um bocadinho desconfiada quando lhe perguntei se a podia desenhar, foi uma neta que a convenceu a estar um bocadinho comigo e a conversar. Mostrei-lhe alguns desenhos que já tinha feito e reconheceu o Sr. Mineiro, o primeiro desenho que tinha feito e que não saíra nada bem "parece uma casca de cebola" disse ela a rir-se. Contou-me da sua vida e das plantas que a rodeavam. Ali no Bairro Reis toda a gente se esmerava por ter uma bonita e florida entrada, era uma questão de esmero. Enquanto falávamos remendava umas meias. A Dona Domingas também teve presente na apresentação com a sua neta.



Ao pé das suas floridas entradas estas duas vizinhas conversaram um pouco comigo. A Dona Joana contou-me esta história curiosa de que os filhos às vezes entravam no matadouro à noite e desatavam os animais que fugiam mal se abriam as portas de manhã. No dia anterior tinha ouvido o Bruno a contar a história de que os animais às vezes fugiam do matadouro mal se abriam as portas e agora a história fazia sentido :).



O Sr. Francisco Vicente foi das pessoas mais surpreendentes que conhecemos. Foi por acaso, o António estava a desenhar a escadaria que dava para a sua porta e ele aparece na rua a dizer que é a sua porta  e se não queríamos entrar para conhecer os seus troféus, pois era um competidor olímpico! Ficámos na expetativa do que íamos encontrar e seguimo-lo. Nada fazia prever que íamos encontrar uma sala repleta até ao teto de troféus e medalhas!



Residência Artística em Torres Vedras - dia I

Em 2017 tive o prazer de participar numa residência artística a convite do André Duarte Batista e da Câmara Municipal de Torres Vedras, onde durante 5 dias tivemos a oportunidade de registar nos nossos cadernos a realidade física e social da Encosta de São Vicente. 
A residência esteve integrada num conjunto de ações que visavam documentar através de imagens e testemunhos a realidade deste local que iria ser palco de uma profunda regeneração urbana, tendo em vista a reabilitação de muitos dos locais, habitacionais e sociais e por outro lado, promover a inclusão social através da arte, reforçando a auto estima da comunidade local.  O foco principal era o antigo matadouro municipal onde irá crescer o Centro de Artes e Criatividade, criando uma nova centralidade naquela zona. Através do desenho iriamos dar a conhecer as pessoas, o espaço e a arquitetura local antes de se iniciarem as obras nesta zona marginal da cidade, que cresceu fruto do desenvolvimento de bairros operários de habitação coletiva que respondiam à muita procura, provocada pelo forte crescimento das indústrias instaladas junto à linha-férrea.

A Residência Artística foi feita em conjunto com o António Procópio, o nosso trabalho complementou-se, enquanto eu me ocupei do lado mais humano, desenhando e falando com as pessoas, o António registou o lado da arquitetura, o espaço, a morfologia do local. Todos os meus desenhos completam-se com os dele.
Todos os desenhos têm histórias por trás, não são apenas retratos ou desenhos de espaços, havia sempre uma história para contar sobre a sua vida ou local onde viviam, alguém que passava e metia conversa contando histórias, chamando-nos para conhecer outros sítios ou pessoas, histórias que se cruzavam.
Foi muito interessante perceber a facilidade com que chegávamos às pessoas através do desenho, como nos convidavam literalmente a entrar em suas casas, para as desenharmos e ouvir as suas histórias.
Nós fomos o veículo da sua expressão, contando-nos os seus anseios, necessidades o que esperavam sobre o que iria acontecer.

Ficam aqui os desenhos que foram feitos ao longo dos 5 dias :)


A primeira paragem foi a loja do Sr. Cuxixo, local de passagem de muita gente e onde nós também passaríamos muitas vezes para tomar um café logo de manhã.



Os primeiros desenhos ainda foram um pouco a medo e a apalpar terreno. O André tinha preparado o terreno e fez-nos as apresentações, pelo que foi fácil começar os primeiros desenhos. A caneta com que desenhei o Sr. Mineiro não funcionou, pelo que tive de mudar de estratégia. 


Enquanto eu desenhava este jovem casal, o António desenhava o carro do Bruno, ficou cheio de orgulho e muito contente :) A Sra. prazeres é a mãe do Sr. Cuxixo.



A mesma caixa de correio dava para 6 portas, havia destas curiosidades na Encosta e demostrava muito bem a confusão do ordenamento.