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terça-feira, 28 de maio de 2019

Apresentação no PechaKucha Night #3







Esta quarta feira dia 29 farei uma apresentação no PechaKucha Night #3 em Aveiro, o tema será sobre uma residência artística que fiz em Torres Vedras e como o desenho pode ser um veículo para o conhecimento da realidade. Apareçam, é às 21:21 em ponto no salão Hairtz! :)

LINK para o evento





Desenhar para conhecer


Desenho para conhecer e levar comigo as coisas e lugares de que gosto, recordar experiências e eternizar aqueles momentos que quero guardar para sempre. Mas é também uma forma de fazer aproximar pessoas e de as conhecer, o desenho quebra barreiras e deixam-nos entrar em suas "casas". No âmbito de um projeto de regeneração urbana em Torres Vedras denominado "Encosta", esta abordagem foi incorporada num conjunto de iniciativas que visam captar através de testemunhos e imagens, a realidade física e social que caracteriza a identidade daquele local. A recetividade foi surpreendente...

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Exposição "RIBEIRA E ENCOSTA - DESENHO DE RUA"

De 2 a 16 de Fevereiro estará patente na Sala de Exposições da Biblioteca Municipal de Torres Vedras, a exposição "RIBEIRA E ENCOSTA - DESENHO DE RUA" (ver link)
A exposição congrega um conjunto de desenhos realizados no âmbito de dois eventos culturais associados a processos de regeneração urbana: Ribeira Desenha (Ribeira, Natal/RN – Br), e Encosta – Desenho de Rua (Encosta de S. Vicente - Torres Vedras) em que estarão representados os trabalhos resultantes das residências artísticas aí realizadas e nas quais também participei

(ver álbum de fotos https://www.facebook.com/pg/Suzana-Nobre-Desenhos-1623882847826439/photos/?tab=album&album_id=1927689417445779 )



Desenhos de Jota Clewton e André Duarte Baptista

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Residência Artística em Caminha

No âmbito da iniciativa "Sketching com História", uma parceria entre a Comunidade Intermunicipal do Alto Minho e os USkP, propus-me a uma residência artística numa das localidades do Alto Minho e acabei por ficar em Caminha.

Caminha é uma vila raiana linda, banhada pela foz do rio Minho e com Espanha a assomar do outro lado. Encontrei por aqui muitos peregrinos, faziam a passagem pelo Caminho Português da Costa da rota de Santiago. Fui apanhada de surpresa com o frio com que esta localidade me recebeu, e os meus desenhos demorados contribuíram para que acabasse o dia sempre gelada!
Fiquei três dias mas nem por isso desenhei muito, fiquei sempre virada para o interior da vila e demorei-me nos pormenores que os edifícios e recantos das ruas tinham para oferecer.

Na manhã do primeiro dia demorei-me um pouco a conhecer a cidade e identificar locais para desenhar.


Já quase pela hora do almoço comecei o primeiro desenho no "Largo do Terreiro", uma praça central com demasiadas esplanadas mas bonita, com muitos pontos de interesse. Aqui neste desenho ficaram registados o chafariz, com a torre do relógio e parte do edifício dos Paços do Concelho ao fundo.


Sentada num cantinho da rua direita, dediquei-me a este pequeno largo, a bonita e grandiosa árvore chamou-me a atenção fazendo uma composição interessante com o edifício ao lado. Um senhor que haveria de encontrar mais vezes disse-me que esta árvore era muito antiga, já tinha para mais de 200 anos!


Tinha visto esta pequena capela no primeiro dia e achei-a linda para desenhar, estava sempre aberta. O interior é pequeno e muito escuro, a visão demora um pouco a adaptar-se mas depois descobre-se uma imensidão de santos nos seus pequenos altares.


Remonta ao séc. XV a igreja Matriz e estava programada para a tarde do segundo dia! Aqui percebi a frase " De Espanha, nem bons ventos nem bons casamentos", nomeadamente a parte dos ventos! Desenhei-a desde o topo da muralha que a envolvia na parte frontal e levantou-se um vento frio vindo de Norte que me fustigou o tempo todo! No final recolhi-me um pouco no interior para aquecer...! Do lado direito pode-se ver a grande árvore de 200 anos!


No terceiro dia Já tinha programado desenhar uma destas ruas com uma fileira de edifícios mais antigos, eram impossíveis de contornar, com as suas fachadas repletas de azulejos e os gradeamentos trabalhados das varandas. 

Demorei-me neste desenho à sombra e o senhor que me deu a informação da árvore, insistia comigo para que fosse para o sol pois ia apanhar uma bela gripe. Foi graças a ele que apareceram aqueles dois carros pintados pois estava decidida a deixa-os em branco - "Então mas ainda vai pinta-los, não vai? Assim parecem uns buracos!" - acho que ele tinha razão :)


Ao longo dos dias fui recolhendo alguns elementos que achei mais representativos de Caminha: os trabalhos de cantaria em granito, os azulejos com uns padrões lindos e muito variados e uma série de outros elementos como as placas toponímicas ou as indicações do Caminho de Santiago.