quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Experimentar o gouache

O guache nunca me despertou nenhum apelo para experiências, acho que o culpado foi o trauma que ganhei com um trabalho de escalas de cor que fiz no 1º ano da universidade, jurei que nunca mais lhes pegava e ficaram mesmo de lado! Mas as experiências que vi o António Procópio fazer em plena residência artística, despertaram-me alguma curiosidade, os resultados foram mesmo interessantes e fiquei com vontade de lhes dar uma oportunidade. Kit mínimo de cores primárias, não vá ser mau investimento, mas acho que sim, vou repetir :) (e pela primeira vez a minha mãe olhou para o seu retrato e disse que até que não estava mau!)


sábado, 9 de setembro de 2017

ASk à quarta #42

Desta vez estivemos no café "o Lavrador em Vilar" a desenhar aviões :)


quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Trinta Sete das Seibeiras

Quando vou ao centro de Aveiro ao fim da tarde, prefiro estacionar num local que é livre e andar mais um bocadinho, que andar às voltas à procura de estacionamento. Muitas vezes fico com o carro virado para esta casinha do outro lado do canal, cujo nome me chamou a atenção. Encontro sempre alguém a regar uma pequena horta em seu redor. Fica situada num local em que parece deslocada do seu meio, mas antes da construção da estrada que a separa da sua Marinha, estaria bem no seu lugar. É a casa de arrumos da Marinha Trinta Sete das Seibeiras, e que pertence ao grupo Sul das Marinhas de Aveiro, um dos cinco em que se organiza o Salgado de Aveiro.

Aproveitei e fiz uns rabiscos com a Bic num cadernito que levo sempre. O nome não o conseguia ver bem pois estava a ficar escuro e em casa procurei na net. Encontrei a imagem do painel de azulejos num site de arquivo fotográfico dedicado aos azulejos. Foi feito na fábrica Aleluia.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Barragem a duas cores

Dois desenhos da barragem de Santa Luzía, o primeiro a caneta de aparo e o segundo a bic.



domingo, 27 de agosto de 2017

Encontro POSK no Parque Biológico de Gaia

Passei uma bela manhã no Parque biológico de Gaia, com a excelente companhia dos POSK e demais que se juntaram. Apesar do calor, à sombra estava bastante fresco e os animais bastante sossegados para se poderem desenhar!

 
 
Eu pelo Raimundo

sábado, 26 de agosto de 2017

Monumento a Cristo Operário

Este monumento na Barroca Grande data de 1967. Quem entra pela localidade por cima, vindo da Pampilhosa, encontra este monumento no meio do pinhal do lado esquerdo. Já foi um local mais sossegado, reservado à solenidade que lhe era merecida, mas um recinto de festas foi construído aqui e uma série máquinas ligadas ao espólio antigo da mina foram aqui plantados tipo museu aberto.
Fiz batota e retirei tudo o que estava à impedir a vista do monumento.
Ladeando e sustendo com um enorme esforço o chão onde a estátua de Cristo assenta, estão dois mineiros. Nunca me tinha apercebido mas a estátua de Cristo segura um grande martelo na mão esquerda.
Estava a ficar frio e escuro quando fiz este desenho, a minha ideia era de algo imponente e expressivo, mas acabei por despachar o desenho de uma forma que não me agradou muito ... tenho de lá voltar, está decidido!

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Opel Rekord 1900

Tirei as teimas dos desenhos de carros! Era algo que sempre evitava pois nunca me saíam bem e resolvi que havia de ser com o carro que me acompanha desde a infância, o Opel Rekord 1990 que o meu pai tem desde 1973. Talvez o fator emocional tenha ajudado um pouco! Ainda tem alguns erros técnicos mas a segunda tentativa já me deixou mais satisfeita!
Neste segundo desenho dei primeiro a mancha vermelha em todo o papel e só depois comecei a defini-lo com brilhos, contrastes e sombras. Não usei caneta preta como o primeiro, apenas posca branca, aguarelas e ecoline branca.



quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Barragem de Santa Luzía

Os rochedos desta barragem são sempre apetecíveis de desenhar. O paredão fica contido entre duas formações rochosas de quartzito. É muito bonita :)


quarta-feira, 23 de agosto de 2017

A lavaria das Minas da Panasqueira

Nas Minas da Panasqueira explora-se o volfrâmio e a lavaria é o local para onde a pedra extraída das minas é levada de modo a se fazer a separação do minério do inerte. Todo o complexo industrial onde este processo toma lugar pode ser observado de uma forma abrangente e bem de perto. Os vários "módulos" revestidos a chapa ondulada e por vezes descarnados, são ligados por esteiras que transportam o mineral e a pedra, que se cruzam e criam uma teia que aos meus olhos sempre foi muito interessante do ponto de vista estético.
Era assim que desta vez a via, cinzenta e suja.


grafite

grafite aguarelável

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Encontro POSK no Cais da Afurada

Um belo dia com cheiro a maresia :)


Exercício de desenhos de 5 minutos.



segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Concerto no museu de Santa Joana

Andava à algum tempo com vontade de experimentar canetas de pincel a cores para fazer os desenhos de concertos, esta foi a primeira experiência! O concerto foi no Museu de Aveiro, com Samuel Marques no clarinete e Dana Radu no Piano.


domingo, 30 de julho de 2017

Exposição no Aqui À Volta

Exposição "Aveiro nas páginas de um caderno" no Aqui À Volta, em Aveiro. Vai ficar patente até ao final do mês. A exposição conta com uma série de reproduções de desenhos feitos em diário gráfico.

Foto de Aqui à Volta.

Foto de Livro Rota do Bairro da Beira-Mar.

Foto de Livro Rota do Bairro da Beira-Mar.

Foto de Livro Rota do Bairro da Beira-Mar.






terça-feira, 11 de julho de 2017

Encontro Posk #20

Um dia muito bem passado com os Posk no seu vigésimo encontro! O parque de São Roque, no Porto, foi o magnífico local escolhido para esta celebração do desenho. Um local lindíssimo, muito verdejante, com árvores majestosas e uma casa amarela que podia encher um caderno de desenhos. O tempo foi curto para tanta vontade de desenhar, mas muito bem aproveitado e em excelente companhia :)




segunda-feira, 3 de julho de 2017

Lançamento do livro "Rota do Bairro da Beira-Mar"

Foi por volta de Maio de 2016 que a Suzana Caldeira me desafiou para um projeto que abracei logo com muito prazer, o de fazer um livro de turismo sobre Aveiro, em que as minhas ilustrações seriam as imagens que acompanhariam os textos. A Suzana Caldeira é guia turística e tem um projeto de passeios turísticos a Explore - Aveiro Walking Tour em Aveiro e deparou-se com a questão de não existir um guia de leitura acessível sobre Aveiro. Com base nos seus tours turísticos elaborou os textos, baseando-se sempre em documentação histórica e relatos de locais que o enriqueceram com histórias e curiosidades.
    Nasceu assim o primeiro volume dedicado ao Bairro da Beira-Mar, esperemos    que venham mais ;)

Para alguma encomenda ou informações, contactar por email: suzanannobre@gmail.com


Foto de Suzana Nobre.


O lançamento foi no dia 30 de Julho na Loja Cais à Porta e tivemos o prazer de ter muitos amigos e curiosos para conhecer esta edição :).


Foto de Carla de Menezes  As autoras :)

Foto de Carla de Menezes

Foto de Carla de Menezes

Foto de Carla de Menezes
Eu a tentar explicar de onde vêem as ilustrações do livro :)


sábado, 1 de julho de 2017

Entrevista



As últimas semanas têm sido uma loucura e os posts andam super atrasados, por isso vamos lá por as coisas em dia :)

Na agenda dos Urban Sketchers de Junho saiu uma pequena entrevista que aqui reproduzo.

http://urbansketchers-portugal.blogspot.pt/2017/06/agenda-dos-sketchers-junho-2017.html



Entrevista a Suzana Nobre
A Suzana é a associada nº 75 dos USkP. É designer na indústria cerâmica em Aveiro e costuma impressionar-nos com os seus desenhos de concertos.


Há quanto tempo desenhas?
Desde criança que me recordo de desenhar bastante, os primeiros rabiscos de que tenho memória são as personagens da Disney e os elementos do ambiente que tinha em redor. Apesar de crescer num meio com uma forte componente industrial, estava rodeada pela natureza, e os animais, as plantas, serras e os ambientes rurais, estavam sempre presentes nos meus desenhos tendo desenvolvido sempre esse gosto ao longo dos anos. Desenhava muito os animais dos livros sobre natureza e a família, quando tinham paciência para pousar! Parei durante bastante tempo após ter começado a trabalhar e os desenhos foram mesmo muito esporádicos. Mas em 2012 recomecei por necessidade de reaver o gosto pelo desenho e por influência do movimento dos USK , tendo mantido até agora esse hábito de uma forma regular.
Há quanto tempo és USk?
Desde 2012.
O que mais inspira os teus desenhos?
As pessoas, gosto muito de as desenhar, captar as suas expressões e os seus momentos; a música, adoro desenhar em concertos; a história dos locais e das coisas; a natureza, paisagens, plantas, coisas bonitas, detalhes que gosto de guardar e que transformam o ato de desenhar em momentos terapêuticos de muito relaxamento. Há bastantes sketchers que me inspiram, pelos resultados gráficos dos seus desenhos e pela forma como resolvem determinadas 
situações, o que me leva a experimentar e explorar as suas técnicas.
O encontro USk mais marcante?
Foi sem dúvida o primeiro encontro a que consegui ir, "O Conservatório sai à rua - take 2" em finais de 2013. Aí conheci algumas das pessoas por trás dos desenhos que apenas conhecia do blog. Vivi aquela experiência do desenhar em grupo e de partilha dos desenhos e experiências. Por outro lado também foi um encontro que tinha o propósito de ajudar o conservatório, o que o tornou mais especial e ainda por cima ligado à música, a experiência de desenhar durante concertos foi maravilhosa!
Que materiais preferes usar?
Prefiro cadernos cosidos de pequena dimensão, não gosto de desenhar em áreas muito grandes (a não ser que possa despender bastante tempo a pormenorizar) e com uma gramagem de folha acima dos 160gr que me permita aguarelar. Mas gosto de experimentar formatos diferentes para testar outras composições e formas de desenhar. Nos materiais, apesar de dar preferência à caneta de tinta preta indelével para desenhar e aguarela para colorir, gosto de variar, experimentar e misturar, desde lápis de cor, grafite, grafite aguarelável, bic, tinta da china... para perceber as potencialidades que daí posso retirar. Em situações específicas gosto de insistir com alguns materiais como a bic azul ou preta para desenhar pessoas durante as viagens ou a caneta pincel de tinta da china para concertos.

sábado, 24 de junho de 2017

Vamos desenhar com... Suzana Nobre

Demorou um bocadinho o post mas cá está ele :)!
Muito obrigada a quem conseguiu sair de casa naquele sábado de tanto calor para vir desenhar comigo ao Museu do Carmo, e darem-me o prazer de poder partilhar com todos o meu percurso e os meus desenhos :)
Já começou um bocadinho tarde e demorámo-nos um bocadinho entre cadernos e conversa mas ainda houve forças para desenhar um bocadinho e claro, depois fomos recuperar forças com uns belos gelados :)


Como não desenhei quase nada, deixo aqui os desenhos de preparação para o desafio: diferenciar dois ou três planos com mancha de cor e linha, de forma a criar várias zonas de interesse mas com tratamentos diferentes.


quarta-feira, 31 de maio de 2017

Ervas espontâneas na cidade

Seguindo o desafio lançado pela Quercus de desenhar as ervas espontâneas que encontramos pela nossa cidade, fica aqui a minha contribuição. Desenhei um dos passeios que encontrei pelas caminhadas de fim de tarde, estas são em Esgueira, na Rua das Agras em Aveiro.

"A Quercus (www.quercus.pt) tem procurado erradicar o uso de herbicidas químicos de síntese nas localidades de Portugal, que têm impacto negativo na saúde e no ambiente, através da campanha Autarquias sem Glifosato/Herbicidas*. Além de existirem alternativas amigas do ambiente ao uso de herbicidas, há também a necessidade de alterar mentalidades, pois muitas ervas espontâneas até são bonitas ou interessantes, encontrando-se em caleiras de árvores, em bermas, jardins, etc. e em várias cidades da Europa já são assumidas como parte do espaço público.


sábado, 20 de maio de 2017

A mancha!

Isto de trabalhar com a mancha direta tem os seus riscos e esta não correu lá muito bem. Um bocadinho de mais pressão no lugar errado estraga tudo e neste caso a minha mãe tem razão em não gostar do seu retrato, sem querer fiz-lhe um bigode quando queria fazer uma sombra e a tentar disfarçar ficou pior e... ok, não mexo mais!


Caneta pincel de tinta da china

sexta-feira, 19 de maio de 2017

A barrica do Avô

"Sabias que esta barrica era do teu avô? Veio para cá com aguardente e quando acabou virou vaso"
E agora está com uma produção linda de Letícias e por um dos nós que já caiu, está a nascer um feto :)

quinta-feira, 18 de maio de 2017

A casa das Minas

Quando vou à minha terra, a primeira coisa que gosto de fazer é dar uma volta pelo jardim e pelo terreno, ver o que está plantado, o que cresceu, floriu, nasceu, que árvore deu frutos e o que está por amadurecer.  Geralmente vou com a minha mãe e que me disse: "já viste o banquinho que a Rosália fez? Diz que te podes sentar aqui a fazer os teus desenhos." Era um banco corrido em redor do tronco de um pinheiro manso, o local ideal para desenhar a casa, quase engolida de tanto verde.


E aqui me sentei. A tarde estava com uma chuvinha molha tolos persistente mas os ramos densos do pinheiro protegiam-me bem, só se ouvia o som do silêncio com uma variedade de chilreares que nunca soube identificar mas que deram um ambiente de paraíso aquele momento. Uma neblina ao fundo, fundia os montes com o céu. Do lado direito, um pinheiro manso que foi plantado para ser árvore de Natal e que agora está mais de duas vezes maior que a casa e a meio, uma estrutura metálica muito alta, que foi a solução para conseguirmos ver televisão no tempo em que só havia 3 canais: a RTP1, RTP2 e TVE :)

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Clube Desportivo das Minas da Panasqueira

Fundado em 1955, o Clube Desportivo das Minas da panasqueira, foi nos seus tempos áureos o local de excelência de diversão da população deste couto mineiro. Era o café de encontro dos trabalhadores, das apostas do totobola, das partidas de snooker e matraquilhos. Recordo-me em criança de ver aqui o meu primeiro cinema (um italiano cómico, não me recordo do nome) e era aqui que se faziam as festas da escola, pois tem um palco.
Mas essencialmente, surgiu associado ao Hóquei em Patins que na altura começou a praticar-se por influência dos ingleses que ali trabalhavam. Atrás deste edifício está o pavilhão de patinagem António Urgeiro, ele próprio formado no clube, jogou durante anos no SL Benfica, e fez parte da seleção nacional em 1962. Trabalhadores mineiros, daqui saíram alguns jogadores para representar outras equipas a nível nacional e internacional. Como ponto alto, o clube teve a passagem pelo Nacional da II Divisão.


Ainda me recordo de um autocolante que deve estar colado nos meus cadernos de escola, "Eu quero ser jogador de hóquei em patins" :)

Medronheiro

No terreno da minha casa na Barroca Grande, há imensos medronheiros. Este está ao pé da casa e é a segunda vez que o desenho. Desta vez puxei pelos lápis arco-íris :)


O canito no canil

O Sr Manel tem uns canitos para a caça, um anda fugido, outro resguardou-se na casota, mas este ficou para o desenho.


sexta-feira, 12 de maio de 2017

Festival Internacional da Máscara Ibérica - parte IV

O desfile foi muito animado e divertido, não consegui estar na tenda de preparação dos mascarados a horas onde poderia desenhar com mais calma, por isso os desenhos são mesmo do início, durante e depois do desfile. Foi engraçado que ao perceberem que estavam a ser desenhados faziam questão de posar e claro depois queriam uma foto do seu desenho! Para o ano há mais!






Esta máscara de madeira do Chocalheiro pesava 5kg (mais as laranjas :) ) e o mascarado andou o desfile todo a correr e a fazer tropelias com ela colocada. Estava exausto quando se sentou para descansar e a tirou, foi quando a desenhei também.





quinta-feira, 11 de maio de 2017

Festival Internacional da Máscara Ibérica - parte III

No sábado de manhã ainda houve tempo para desenhar uma vista geral com os Jerónimos ao fundo e algumas máscaras dos stands de Oviedo e do Mogadouro.


 
 
Esta máscara de madeira do Velho Chocalheiro de Vale do Porco é da coleção particular da vereadora da cultura Virgínia Gomes, que muito simpática a mandou trazer para ser desenhada.